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sábado, 2 de outubro de 2010

“Desistir Nunca, Tropeçou Recomece”

A vida é uma caminhada
Não importa onde parou
Ou onde você cansou
Durante sua jornada
Nunca desista por nada
Dê uma chance a você
Pois o querer é poder
Seja mais otimizado
Não se dê por derrotado
Vá a luta pra vencer.
/*/
Se passou por retrocesso
Tenha como aprendizado
Não foi você o culpado
No caminho tem tropeço
Para chegar ao sucesso
Acredite vá em frente
Mostre que é competente
Pois nem tudo estar perdido
Seja autentico e decidido
A vitória é dos valentes.
/*/
Se tentou e não deu certo
Ou não se realizou
Analise o que faltou
O mundo é um livro aberto
Um amigo predileto
Que dar orientação
Mostrando a premonição
Pra não ser um perdedor
Ensina a ser vencedor
A quem tem objeção.
/*/
Veja aonde quer chegar
Seja claro objetivo
São os pontos positivos
Pra na rota caminhar
Sabendo aonde quer chegar
Faça limpeza mental
Seja um fenomenal
Pense só no positivo
Procurando ser ativo
Vencer é fundamental.
/*/
Ontem é página virada
Já faz parte do passado
O hoje é felicitado
Surgindo nova alvorada
Para nova caminhada
Não queira ser altruísta
Seja você otimista
O progresso lhe espera
Lutando você prospera
Vencer na vida é conquista.
/*/
Estes versos é desafio
Pra quem estar desistindo
Versando vou insistindo
Na juventude confio
Porque nela vejo o brio
Um pouco desanimado
Precisa ser motivado
Se parou recomeçar
Ter força pra caminhar
Não se dê por derrotado...

/*/

//Anízio, 04/07/2006
www.aniziosantos.recantodasletras.com.br





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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Lugar que fui criado


São imagens que marca minha vida
Com paisagem azul no horizonte
E as nuvens desenham num instante
Um cenário na relva colorida
Dessa terra eu lembro a despedida
Uma história retratando meu passado
Que na mente eu guardo bem gravado
Eu passar nesse canto eu pressentia
Vou no trem da saudade todo dia
Visitar o lugar que fui criado.

Nasce o sol a brilhar no horizonte
O seu brilho reflete na paisagem
E as nuvens formando uma imagem
E os pássaros cantando nesse instante
Minha mente relembra o passado
Tudo volta em forma de um legado
Do lugar onde pequeno eu vivia
Vou no trem da saudade todo dia
Visitar o lugar que fui criado.

//Anizio, 24/09/10


Cenário da Natureza

As nuvens passam voando...
Formam a paisagem no ar!
O vento vai desenhando,
Onde a moldura é o mar...
O sol brilha no horizonte,
Com seus raios ofuscantes!
Que nos deixa a admirar.
=
Surge o sol no horizonte!
A chuva vem lhe encontrar,
A neblina entre os raios...
Faz um arco se formar!
É a mão da natureza
Que desenha esta beleza
Uma obra a vislumbrar.
=
É a paisagem da vida
É o cenário do amor
No palco da natureza
Onde Deus o criador
Com requintes de nobreza
Demonstra sua beleza
Dando a vida mais valor.

+++++++
//Recanto
//Santos
//Anízio

//Anízio, 01/07/2006



sábado, 11 de setembro de 2010

Contos da Vida "Casamento"

CASAMENTO
Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos. De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente. Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?" Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou o talher longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouvi-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela. Sentindo-me muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.
Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia, mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.
No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane. Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir. Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepara-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais. Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a ideia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio”, disse Jane em tom de gozação. Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado. No quarto dia, quando eu a levantei, senti certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim. No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei. Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias. A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... Ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos. Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de ideia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo". Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de ideia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe Jane. Eu não quero mais me divorciar". Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti “Desculpe Jane”. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.
A Jane então percebeu que era sério. Deu-me uma tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouvi-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe". Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos todas as manhãs. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso. Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade, mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz! Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer. Mas se escolher enviar para alguém, talvez salve um casamento. Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir.

UM CASAMENTO CENTRADO EM CRISTO É UM CASAMENTO QUE DURA UMA VIDA TODA.



Autor desconhecido.
Publicado por:
//Anizio

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Zabé da Loca

Nesta pedra aqui zabé
Por muito tempo morou
Lugar que foi seu reduto
E muito tempo passou
Não fica na Inglaterra
Monteiro é sua terra
Onde mora e dar valor.
*
Nesta pedra fez história
Nos anais já registrados
Cedo aprendeu tocar pife
Na vida o maior legado
Tocando por diversão
Dando a vida distração
Com seus filhos ladeados.

Nascida no Pernambuco
Mudou-se para Monteiro
Fugindo da seca braba
Procurando um paradeiro
Nesta terra fez morada
Terra boa abençoada
De um povo hospitaleiro.

A tristeza não faz parte
Da rotina de Zabé
Se descansar é cantando
Não se cansa essa mulher
É com o pife tocando
E seu filho acompanhando
É essa a vida que quer.
*
Morou vinte e cinco anos
Na pedra que lhe deu nome
Seu marido faleceu
Mas ela não passou fome
Trabalhando na enxada
Na pedra fez a morada
Tocando sem ter vexame.
Oitenta e cinco janeiros
Zabé estar completando
Ainda toma aguardente
E não vive se queixando
Quando acorda vai beber
Bebe pra desparecer
Como seu pife tocando.
Morando em outro local
Mas na mesma região
Essa figura folclórica
Que causa admiração
Mora num sitio afastado
Que da loca fica ao lado
Por nome sitio tungão.
Seu rosto já enrugado
Pelos anos já vividos
São as marcas de um passado
Pelos anos tão sofridos
Mas não viver a reclamar
Levando a vida a tocar
A música é o seu gemido.

*/*

//Anízio, 07/09/2010

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Tudo entre nós lá ficou.



As nossas pequenas coisas
Deixei na margem da estrada,
Na casinha com varanda...
Que hoje é abandonada,
Ao lado um jardim de flores
Onde foi ninho de amores
Da tristeza hoje é morada.

Na saudade dos meus dias
Ouço dos pássaros o cantar
Dos passantes na estrada
Eu ouvindo o conversar
Relatando seus problemas
Nas conversas, seus dilemas...
Tudo me faz relembrar.

Do meu amor a lembrança
Que nunca vai acabar
Lembrança que nesta casa
Nosso sonho era morar
Um sonho que acabou
Só a saudade ficou
E sempre aqui vai morar.

Tudo que lembra você
Naquela casa ficou
Seu retrato pendurado
Na parede desbotou
Pelo tempo amarrotado
Nesta casa abandonado
Marcas de um grande amor.

Aqui nasceu nosso sonho
Mas o destino apagou
Hoje só resta a história
Do amor que não vingou
A casa estava arrumada
Para ser nossa morada
Mas o destino mudou.


//anizio
06/09/2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Homenagem Póstuma ao amigo Edésio


A fé é como uma bússola que direciona os navios incertos para o mar da serenidade. Neste momento de despedida, é a fé que nos fortalece, para a continuidade de nosso cotidiano, entregando a Deus os nossos passos e tendo a certeza da existência da vida eterna, na Casa do Pai.
“As pessoas boas não morrem, ficam encantadas”, disse Guimarães Rosa. É assim, encantada, que permanece nosso Edésio Vitorino de Araújo. Seus gestos e seu riso estão encantados e podem ser vistos em cada criança e em cada coração aberto, dos que fazem a Funasa, onde nosso amigo foi tão querido por todos durante todos os anos que conosco viveu.
Sua despedida nos remete a complexa mistura de pranto e riso. Nosso pranto é de dor e de saudade, mas a lembrança mais forte que Edésio nos deixa é de riso de alegria e de felicidade. A alegria de Edésio sempre foi intensa em todos os momentos, e ele soube deixar entre nós a marca de uma personalidade ímpar, inesquecível. Será sempre lembrado por todos da família Funasa (ex-Sucam), porque soube ser amigo, seja em trabalho ou no cotidiano do dia a dia com a sua alegria de viver em harmonia, lição deixada aos amigos e família aqui na terra. Teus gestos de carisma será lição de vida para aqueles que tiveram o previlégio de viver ao teu lado.

                    Uma homenagem dos teus amigos da FUNASA.
//Anizio, 28/0/2010

domingo, 25 de julho de 2010

José Lourival "LOURO"


José Lourival da Silva - Um amigo com uma grande folha de serviço prestado durante 28 anos, no sertão e carirí ocidental, um exemplo de responsabilidade na prestação do serviço público, na

SUCAM
**

Esse aqui todos conhecem
Um exemplar servidor
No combate as endemias
Um grande trabalhador
hoje ainda na batalha
Não admite uma falha
Sua marca registrou.
**
Em Monteiro está a frente
Dos agentes de endemias
Não vive bem satisfeito
Bem mais perfeição queria
Mas o processo mudou
Sem querer acompamhou
Fazendo esta parceria.
**
Em camalaú, seu Louro
Assim é reconhecido
Dando combate a dengue
Por isto é muito querido
Mosquito lá não infesta
Índices alto ele detesta
E o povo é esclarecido.
**
Para falar de seu Louro
Uma página não vai dar
Aqui dei apenas uns tópicos
Para não me alongar
Pra falar de gente boa
Agente escreve na boa
Sem precisar se esforçar.
*/*/*
Não corrigir nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros
(Confúcio)
//Anizio, 27/03/2010

Guerreiros da SUCAM



Esses foram os heróis

Trabalhando no sertão

Combatendo as endemias

Quase sem ter proteção

Hoje só resta a saudade

E o mal da promiscuidade

Seqüelas da profissão.

+

No sertão da Paraíba

Foram os desbravadores

Traçando todas as rotas

Para os pesquisadores

No combate ao mal da chaga

Que no sertão essa praga

A tantos causava dores.

+

A aonde o carro não ia

Todos a pé trabalhava

Com o matulão nas costa

Toda região andava

No cumprimento a missão

Pra eles era de versão

As façanhas que contava.

+

À noite quando deitados

Seus contos era diversão

Cada um tinha uma história

Com diferente versão

Mas todos já enfadados

Pelo sono eram tragados

No cumprimento a Missão.


A senhora Janean, secretária de saúde da cidade de Prata, que tanto nos apaoiou nas ações.

*/*/*

Durante essa trajetória

Tinha as horas de lazer

E nos finais de semana

Todos tinham o que fazer

Uns saiam a namorar

Outros beber e farrar

Para sentir mais prazer.

*

E os que eram casados

Pra casa telefonavam

Diziam estar com saudade

Isto eles declaravam

Ou era só fingimento

Ou do amor o fermento

Que tantos lhes ansiavam.

**********************

//Anizio, 27/06/2010