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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Tudo entre nós lá ficou.



As nossas pequenas coisas
Deixei na margem da estrada,
Na casinha com varanda...
Que hoje é abandonada,
Ao lado um jardim de flores
Onde foi ninho de amores
Da tristeza hoje é morada.

Na saudade dos meus dias
Ouço dos pássaros o cantar
Dos passantes na estrada
Eu ouvindo o conversar
Relatando seus problemas
Nas conversas, seus dilemas...
Tudo me faz relembrar.

Do meu amor a lembrança
Que nunca vai acabar
Lembrança que nesta casa
Nosso sonho era morar
Um sonho que acabou
Só a saudade ficou
E sempre aqui vai morar.

Tudo que lembra você
Naquela casa ficou
Seu retrato pendurado
Na parede desbotou
Pelo tempo amarrotado
Nesta casa abandonado
Marcas de um grande amor.

Aqui nasceu nosso sonho
Mas o destino apagou
Hoje só resta a história
Do amor que não vingou
A casa estava arrumada
Para ser nossa morada
Mas o destino mudou.


//anizio
06/09/2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Homenagem Póstuma ao amigo Edésio


A fé é como uma bússola que direciona os navios incertos para o mar da serenidade. Neste momento de despedida, é a fé que nos fortalece, para a continuidade de nosso cotidiano, entregando a Deus os nossos passos e tendo a certeza da existência da vida eterna, na Casa do Pai.
“As pessoas boas não morrem, ficam encantadas”, disse Guimarães Rosa. É assim, encantada, que permanece nosso Edésio Vitorino de Araújo. Seus gestos e seu riso estão encantados e podem ser vistos em cada criança e em cada coração aberto, dos que fazem a Funasa, onde nosso amigo foi tão querido por todos durante todos os anos que conosco viveu.
Sua despedida nos remete a complexa mistura de pranto e riso. Nosso pranto é de dor e de saudade, mas a lembrança mais forte que Edésio nos deixa é de riso de alegria e de felicidade. A alegria de Edésio sempre foi intensa em todos os momentos, e ele soube deixar entre nós a marca de uma personalidade ímpar, inesquecível. Será sempre lembrado por todos da família Funasa (ex-Sucam), porque soube ser amigo, seja em trabalho ou no cotidiano do dia a dia com a sua alegria de viver em harmonia, lição deixada aos amigos e família aqui na terra. Teus gestos de carisma será lição de vida para aqueles que tiveram o previlégio de viver ao teu lado.

                    Uma homenagem dos teus amigos da FUNASA.
//Anizio, 28/0/2010

domingo, 25 de julho de 2010

José Lourival "LOURO"


José Lourival da Silva - Um amigo com uma grande folha de serviço prestado durante 28 anos, no sertão e carirí ocidental, um exemplo de responsabilidade na prestação do serviço público, na

SUCAM
**

Esse aqui todos conhecem
Um exemplar servidor
No combate as endemias
Um grande trabalhador
hoje ainda na batalha
Não admite uma falha
Sua marca registrou.
**
Em Monteiro está a frente
Dos agentes de endemias
Não vive bem satisfeito
Bem mais perfeição queria
Mas o processo mudou
Sem querer acompamhou
Fazendo esta parceria.
**
Em camalaú, seu Louro
Assim é reconhecido
Dando combate a dengue
Por isto é muito querido
Mosquito lá não infesta
Índices alto ele detesta
E o povo é esclarecido.
**
Para falar de seu Louro
Uma página não vai dar
Aqui dei apenas uns tópicos
Para não me alongar
Pra falar de gente boa
Agente escreve na boa
Sem precisar se esforçar.
*/*/*
Não corrigir nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros
(Confúcio)
//Anizio, 27/03/2010

Guerreiros da SUCAM



Esses foram os heróis

Trabalhando no sertão

Combatendo as endemias

Quase sem ter proteção

Hoje só resta a saudade

E o mal da promiscuidade

Seqüelas da profissão.

+

No sertão da Paraíba

Foram os desbravadores

Traçando todas as rotas

Para os pesquisadores

No combate ao mal da chaga

Que no sertão essa praga

A tantos causava dores.

+

A aonde o carro não ia

Todos a pé trabalhava

Com o matulão nas costa

Toda região andava

No cumprimento a missão

Pra eles era de versão

As façanhas que contava.

+

À noite quando deitados

Seus contos era diversão

Cada um tinha uma história

Com diferente versão

Mas todos já enfadados

Pelo sono eram tragados

No cumprimento a Missão.


A senhora Janean, secretária de saúde da cidade de Prata, que tanto nos apaoiou nas ações.

*/*/*

Durante essa trajetória

Tinha as horas de lazer

E nos finais de semana

Todos tinham o que fazer

Uns saiam a namorar

Outros beber e farrar

Para sentir mais prazer.

*

E os que eram casados

Pra casa telefonavam

Diziam estar com saudade

Isto eles declaravam

Ou era só fingimento

Ou do amor o fermento

Que tantos lhes ansiavam.

**********************

//Anizio, 27/06/2010